segunda-feira, 6 de abril de 2009

WEBJORNALISMO: A AUDIÊNCIA FRAGMENTADA

Comparar a web com a mídia impressa pode parecer uma tarefa incoerente em virtude dos poucos recursos do primeiro em relação à gama de ferramentas que a internet possibilita ao jornalismo produzido em ambiente virtual. Por esta razão, procuramos mostrar as mudanças sociais trazidas por essas novas tecnologias em relação a outras mídias como o rádio e a televisão, que mais se aproximam da multimidialidade da web. A televisão ainda mais pois já é capaz de aliar texto, imagem e som.

O material produzido pela televisão e pelo rádio dá ao ouvinte e telespectadores a sensação de conteúdo personalizado, uma vez que a programação diferenciada atinge a públicos até então considerados diversos.

A Web vem mostrar que é possível fragmentar ainda mais essa audiência. A possibilidade do leitor escolher no leque de opções aquilo que deseja clicar, ouvir, ler anula a uniformização da audiência. A televisão ainda possui audiência massificada, uma vez que a segmentação separa grupos, mas a palavra grupo nada mais é do que uma uniformidade disfarçada.

Esta sociedade que interage com a máquina a qualquer hora e em qualquer lugar é seduzida por informações rápidas, atualizadas em milésimos de segundos. O homem agora singular compartilha com os demais os mesmos desejos consumistas para não ser excluído da sociedade tecnológica, tão sedutora e necessária para o seu dia-dia.
(Egberto Siqueira e Sidiany Martins)
Após a cultura da virtualidade real, criou-se uma espécie de vida virtual, onde as pessoas têm a vida facilitada pelo mundo on-line, com algumas pessoas vivendo até mesmo em função da vida virtual. Hoje em dia, é praticamente impossível pensar em viver sem mandar e receber e-mail, acessar msn, orkut. Essa interatividade, facilitou a vida e encurtou as distâncias, possibilitanto a execução de várias atividades como pagar contas, estudar, fazer compras, reuniões entre outras. No meio da comunicação as informações tornaram-se mais acessíveis e instântaneas, até mesmo "encurtando" a distância e o tempo. E essa nova forma de fazer jornalismo na era digital, transforma o usuário/leitor em um agente ativo-participativo. A comunicação deixa de ser um-> todos e passar ser todos ->todos, um exemplo dessa interação são os blogs.

Fernando Moreira e Leidna Santos

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Sérgio Mattos esclarece a evolução tecnológica e o jornalismo

“A comunicação humana já atravessou três ‘mediamorfoses’, e de acordo com pesquisadores, marcadas pelo aparecimento da fala, da escrita e da linguagem digital”. É com essa visão que Sérgio Mattos, professor doutor em comunicação pela Universidade do Texas e coordenador do curso de jornalismo da Faculdade da Cidade do Salvador e da Faculdade de Tecnologia (FTC), vê a evolução da comunicação junto com o aparecimento da internet.

Para Mattos, a fala resolveu inúmeros problemas de entendimento, permitiu a formação de grupos sociais, e desenvolveu formas de difusão oral de informação. A escrita permitiu o registro do oral, a portabilidade documental, a impressão mecânica, e o desenvolvimento dos mass media.


Por último, ele destaca a linguagem digital. “A comunicação digital nos permite, hoje, a comunicação entre máquinas, mediando a comunicação entre os seres humanos. Estamos apenas numa fase muito primária em relação a tudo o que este novo tipo de comunicação pode potenciar”, afirma o professor.

O nascimento da Tv provocou uma crise nos meios de produção radiofônicos. Todos queriam saber o que ia acontecer com o rádio e os mais radicais decretaram o seu fim. “Atualmente, vivemos uma nova crise nos meios de comunicação. E esta se deve ao surgimento da internet”, explica o professor, que salienta: “O jornalismo on-line desencadeou uma grande crise nos meios jornalísticos tradicionais. Muitos também decretaram o fim da mídia impressa”.

O tradicional jornalismo gráfico mudou: cedeu espaço das matérias informativas e consistentes para os atrativos visuais e a linguagem jornalística instantânea. Mas é preciso ter cuidado, segundo Sérgio Mattos. “Os riscos são grandes, pois pode banalizar a profissão. Mas a função de jornalista permanece como o profissional que trabalha com conteúdo”, adverte.

ÉTICA

Sérgio Mattos faz questão de salientar sobre a ética na hora de obter as informações. “O compromisso profissional é que vai fazer a diferença, pois toda e qualquer pessoa pode se arriscar a fazer ‘jornalismo’, mas a conseqüência será o fornecimento de informações muitas vezes não confiáveis e sem compromisso nenhum com a ética”, esclarece.

“Cabe a academia (ensino superior) o desenvolvimento de uma linguagem própria para a web, promovendo pesquisas nesse sentido e desenvolvendo modelos econômicos que permitam viabilizar a informação na web”, acredita o estudante de jornalismo Egberto Siqueira.

Para Leidna Santos, também estudante de jornalismo, não restam dúvidas que a “consolidação do jornalismo on-line vai alterar, como já está alterando, os aspectos de produção, redação, edição e publicação da notícia, circulação, audiência e a relação com receptores”.